Após a queda do Império Romano em 476 d.c. os seus territórios foram divididos em diversas regiões autônomas sob o controle de líderes locais que não mais deviam lealdade a um grande estado e seu imperador e agora governavam de forma soberana. Os tempos de glória já não existiam mais e cada nação definia sua própria noção de honra e moral, a única coisa em comum a todos os povos era a religião, que ainda assim mantinha um elo frágil e, na maioria das vezes, irrelevante ante aos interesses dos senhores feudais.
No ano de 498, como forma de conter o caos que se espalhava pela Europa, alguns povos se uniram e formaram alianças e criaram estados prematuros, governados por meio da força e mantidos com muito esforço pelos seus líderes. Nesse período surgiram fabulosas nações que cresciam em prosperidade: Os Espanhóis selaram a paz com os Mouros e organizaram um extenso cinturão de Cidadelas e castelos bem construídos em regiões montanhosas de difícil acesso que atravessa toda a Europa de leste a oeste formando o promissor Império Espanhol. No norte da Itália, os nobres de Milão após conquistarem sua rival Veneza forjam uma improvável federação com as Ordas Douradas e agora além dos ricos territórios litorâneos no mar mediterrâneo a Federação Mediolanum domina um vasto território nas planícies Russas e dispõe de uma invejável máquina de guerra. Enquanto isso, no norte, os Germanos selaram suas raízes com os vikings e celebram sua temível tradição guerreira frente as outras nações e com a união entre esses dois povos próximos o Império Bávaro surge com diversos territórios nórdicos e algumas províncias distantes no Mediterrâneo. Os Poloneses e Russos, expulsos de sua terra natal pela Orda Dourada conquistaram novos territórios ao norte, sul e leste formando uma rede de cidades estados conjuntas que saudosamente apelidam de Lander D-TOX e prometem reconquistar sua amada terra mãe com punho de aço e sem piedade. Ao sul, em Palermo, o Dulce Bersalheiro acolhe militarmente o Santo Padre e torna-se o novo guardião da cristandade herdando, em troca, territórios-chave por todo o continente constituindo assim o poderoso Império de Palermo. E por último, mas igualmente explendoroso, surge na península Ibérica A Magna República Latina formada pela aliança entre os Portugueses, agora grandes comerciantes e exímios navegadores, e os refugiados Venezianos que juntos possuem uma rede de territórios estratégicos que lhes permitem grande comércio marítimo e muita riqueza.

Esses prósperos estados estão agora em seu auge e começam a entrar em atrito pois o mundo não é o bastante para todos. A morte espreita novamente a Europa projetando de forma ameaçadora a sombra de sua foice, os eruditos preveêm um conflito inevitável enquanto os quartéis se armam e as cidades se inquietam. O equilíbrio é frágil entre os gigantes, é apenas uma questão de tempo até tudo mergulhar em uma guerra sem precedentes, em uma disputa que irá definir o futuro de milhões. É aqui que inicia-se a narrativa, é nessa época que eles foram feitos, é agora que iniciam-se os Pergaminhos da Arma.

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